quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vítor

Cara de sapeca.. eu?

Me lembro que estava no “Joãozinho” com meu filho, comendo a nossa tradicional carne com batatinha, a data nem me lembro mais, talvez em janeiro ou fevereiro de 2010... sei lá. Então, aí meu telefone tocou e eu levei um susto porque era de São Paulo, meu irmão, e, raramente ele me liga durante a semana.
Atendi um pouco apreensiva mas logo passou quando notei o tom de voz dele bem alegre: “_ E aí, no boteco no meio da semana hein?”. Eu disse que tava calor e coisa e tal, etc, mas aí ele entrou no assunto: “_ Fala pro Mauro que o reinado de neto único acabou...”
Eu nem esperei ele terminar a frase, já gritei pro meu filho:”_ Sua tia tá grávida!”. Meu irmão riu do outro lado e foi aquela festa, parabéns pra cá, obrigado pra lá, conversei com minha cunhada sobre aquelas coisas tradicionais do tipo “tá passando bem” e coisa e tal.
sossegado no meu cantinho...

Levantei e falei pra todo mundo no boteco: “_ Gente, eu vou ser tia!”. Teve gente rindo, teve aplausos, e, meu filho fechou m bico enorme dizendo “_ Tem que contar pra todo mundo?”. Ah, tem sim, nunca fui tia poxa! No dia seguinte a assinatura do meu email já tinha a frase ”vou ser titia”.
Depois começaram os exames, e eu ansiosa perguntava toda semana: é menino ou menina? Até que veio a notícia: é menino. Aí comecei a espalhar a notícia: meu sobrinho é menino! Mas, como se não bastasse, o menino tinha que ter um nome, aí eu comecei a encher a paciência do meu irmão toda semana: como ele vai se chamar? Até que depois de muito suspense veio a resposta: Vítor seria o nome do meu sobrinho.

banho eu gosto muito...


É interessante quando você fica sabendo o nome. Já ficou uma pessoa pronta, com identidade, não se falava mais no neném, no sobrinho, agora era o Vítor, muito antes dele nascer. É claro que eu também espalhei a notícia pros quatro ventos: “Meu sobrinho vai se chamar Vítor”, o mundo tinha que saber!
Foi aí que numa tarde de sábado, dia 28 de agosto de 2010, eu acordei da minha sonequinha da tarde e meu pai falou: “_ Seu irmão já levou Eliane pra maternidade”. Putz, agora era de verdade, Vítor ia chegar. Não demorou meia hora pro meu irmão ligar e dizer a palavra mágica: “_Nasceu!”. Na mesma hora já tinha foto na internet pra gente poder ver a carinha dele na sala de parto ainda. E foi aquela confusão, liga pra todo mundo, coloca no email, no Orkut, no facebook, twitter...

aprendi a sentar!!!

Fiquei doida. E agora? Como eu ia ver meu sobrinho? Ele nasceu lá em São Paulo! Mas aí veio o feriadão de 7 de setembro e eu e meu filho fizemos as malas zarpando pra São Paulo conhecer o Vítor.
Não sei descrever o que eu senti quando segurei aquele embrulhinho de gente no colo pela primeira vez, foi algo indescritível. As pessoas dizem que recém nascido não se parece com ninguém, mas, é mentira, meu sobrinho nasceu lindo e já tinha traços da família da mãe e o bocão do pai (nossa marca registrada).

Sem que você perceba o tempo passa e coisas novas vão surgindo. Voltei lá no feriadão da semana santa e já encontrei o Vítor dando sonoras gargalhadas, rolando pelo chão, se virando pra pegar os brinquedos que queria e tentando subir no sofá. Já comendo, escolhendo o que gostava ou não, essa parte é f... pra mãe, haja malabarismo.
faço bico se for contrariado!

No dia do meu aniversário, qual a minha surpresa quando recebi uma caneca com a foto dele, linda, escrito “Parabéns Tia Andréa, eu te amo”. É demais pro coração...
Agora, não é que o atrevidinho já anda pra lá e pra cá sozinho, fala e já sabe o que quer? Sabe o que quer comer, a hora que quer sair, ou não, cheio de personalidade, achando que é gente mesmo! E a mamãe passando altos apertos para colocar limites na sua personalidade, que, cá entre nós, se puxar o pai... sem comentários.
não como qualquer coisa...

Dia 28 de agosto, se Deus quiser, estaremos de malas prontas para comemorar o primeiro aniversário do mais novo integrante da nossa família, que chegou super de bem com a vida e cheio de saúde e energia (ufa) pra nos alegrar.
Sei que você ainda não entende Vítor, mas a tia te ama muuuuuuito!


já tô andando galera, agora ninguém me segura!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Meu vício !

Meu vício !!!

Já que uso este espaço pra falar das minhas muitas paixões e loucuras do dia a dia, por que não do meu vício maior: LER, LER e LER.
Eu leio compulsivamente. Acho que no post das “viagens de carnaval” deu pra vocês perceberem um pouco da minha compulsão pelos livros. Se eu estiver dentro de casa, estou com um livro na mão. Adoro sentir o cheirinho do livro quando abro o plástico da embalagem... é mais forte do que eu. Eu chego ao ponto de comprar mais livros do que posso ler com medo de acabar de ler algum e não ter outro pra começar. Sim, eu faço uma fila de prioridades nos meus livros à medida que vou comprando.
Não sou muito fã de romances “tipo” Best Sellers, mas se o livro está comentado demais eu acabo comprando e lendo, nem que seja pra falar mal depois. Tenho que confessar uma coisa pra vocês: tenho alguns preconceitos literários. Existe “um certo” autor de romances que metade da lista dos “dez mais vendidos” é de livros dele, mas eu não leio nem por decreto.
Best Sellers só de vez em quando...

Sou fã demais dos livros de terror e suspense, passei a minha adolescência lendo Stephen King e agora já leio os do filho dele, o Joe Hill, que, por sinal, puxou o talento do pai. Mas no Brasil tem gente boa pra caramba nessa área, já ouviram falar de André Vianco e Nelson Magrini? Pois deveriam, os caras são feras demais no terror e suspense!
Esses eu gosto demais: mestres do terror !

Os livros de tramas jurídicas são totalmente demais também, e, o meu autor absoluto é John Grisham. Alguém aí já assistiu aos filmes “Dossiê Pelicano”, “A Firma”, “O Cliente”, são todos livros dele. Além de escritor ele é advogado, então, o cara escreve com conhecimento de causa, o que deixa as tramas bem amarradas e sem nenhuma “besteira” como ocorre quando alguém que não entende do assunto resolve escrever.
Trama jurídica? Esse é o cara.

Ah... e as biografias? Saber da vida de pessoas que realmente fizeram a diferença é um prazer incomparável dentro da literatura. Já perdi a conta de quantas biografias eu li, mas, o interessante, é que as duas que mais marcaram são consideradas de ideologias religiosas totalmente opostas: a vida de Chico Xavier e a saga do Apóstolo Paulo. São exemplos de vidas de duas pessoas muito especiais que se deram ao máximo com o único intuito de fazer o bem.
Apóstolo Paulo e Chico Xavier: fizeram a diferença.

Tá, agora vem o momento confissão: eu leio livro de “menina” também. Sabe aqueles derivados da série Crepúsculo (que eu li toda)? Na mesma linha vieram Fallen, Sussurro, Cidade dos Ossos, Halo... e por aí vai. Tem hora que eu quero ler simplesmente pra relaxar, sem ter que colocar o cérebro pra funcionar, sabe? E estes livros são pura diversão, pronto, contei !
Livro de menina eu leio também...

Recentemente foi instalada uma estante no meu quarto porque meu pai não agüentava mais ver meus livros ocupando espaço pela casa toda. Depois de muita espera ela foi montada no dia 13/05/11, mas caiu no dia 14... é sério! Ainda bem que estava vazia, já pensou se “machuca” algum livro meu? Bem, anteontem, 19/05, na hora em que eu saí pra trabalhar o pessoal estava lá em casa resolvendo o estrago, acho que finalmente meus livrinhos vão ter a casinha deles bem legal, e, eu, vou dormir sentindo o cheirinho deles.
Eu e minha estante, felizes um com o outro !

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tia Fátima

Estive um pouco longe dos teclados por motivo de saúde, mas, agora, meio como um Tiranossauro Rex, tive que voltar a digitar por uma inspiração muito forte: a passagem de uma pessoa muito querida, que foi morar com Papai do Céu.
Eu e Tia Fátima, simplesmente.

Sabe aquela tia que quando você é criança gosta de ir pra casa dela brincar, sem ter explicação pra isso? Na época eu não sabia, mas o nome disso é EMPATIA, ou sintonia, ou anjos da guarda que se gostaram... chamem como quiser.
Aí, ela teve uma filha que colocou o nome de Fernanda. Nooossa, eu quase morri de ciúmes porque esse é o nome do meu pai, e, na época eu achei injusto “porque nem a filha dele chamava Fernanda...”. Mas ela, como sempre levou tudo numa boa e eu acabei entrando na disputa pra carregar a Fernanda no colo também, sendo que hoje somos grandes amigas. Como o tempo passa...
Fernanda, antes objeto do meu ciúmes, hoje, grande amiga !!!

Na adolescência, com toda aquela chatice (putz, como adolescente é mala !), ela sempre estava disposta a ouvir e dar conselhos, fazer brincadeiras. Me levava pra filar bóia na casa dela se meus pais não estivessem em casa e fazia questão que eu ficasse por lá, pra não ficar sozinha em casa.
Ainda na adolescência, veio uma notícia: uma das primas estava grávida, e, a avó da criança era irmã da tia e falecida há muitos anos. Sem pensar duas vezes ela levou a sobrinha pra casa dela quando o bebê nasceu e cuidou dela durante todo o resguardo, com todo carinho e paciência de mãezona.
Rodeada pelos filhos e noras... pra variar !

Ainda na minha adolescência, outra notícia: a separação da tia. Com três filhos pra criar, arregaçou as mangas e foi à luta. Trabalhou duro, de sol a sol, fazendo três turnos em portaria de hotel. Depois veio o concurso da Prefeitura, que eu insisti muito pra que ela fizesse, e, ela não colocava fé nenhuma em seu potencial, mas, foi chamada a ocupar a sua vaga como servidora municipal efetiva.
Confraternizando com a gente em festa da Prefeitura

Enfim cheguei à fase adulta e a tia virou amiga, além de colega de prefeitura. Ríamos muito dos “casos” internos, popularmente chamados de fofoca, tirávamos dúvidas uma com a outra, cada uma do seu setor.
Os ouvidos estavam sempre à disposição para uma confidência, nisso ela era boa mesmo, jamais traía um segredo. Tinha sempre uma palavra amiga ou até mesmo uma zoação na ponta da língua. E como era festeira, já fizemos muita bagunça em festas da família e da prefeitura. O seu alto astral irradiava e estava sempre rodeada de amigos onde quer que fosse.
Festa de formatura de... nem lembro, era festa !

Essa era Tia Fátima.
Era perfeita então? Não. Mas alguém é? Não.
Deus a quis levar para morar no céu e eu aposto que ela já está dando um up grade por lá, contagiando a todos com sua alegria !
Em meio aos irmãos, na festa da família

terça-feira, 26 de abril de 2011

Rock de filho pra mãe, nada mais importa.


Mauro, meu iniciador no rock

 
Com o crescimento do meu filho, e, sua chegada à adolescência, fui apresentada ao mundo do rock & roll e digo uma coisa: A D O R E I !!! Passamos a curtir juntos muitas bandas legais, mas, é claro que alguma só ele gosta porque eu acho um pouco "pesado" pra mim... rs rs rs
A minha banda preferida é o Metallica, sem sombra de dúvida, e, inclusive estou ouvindo-a enquanto digito este texto no finalzinho do meu expediente corrido. A voz do James e a energia da banda meio que me hipnotizam... é uma coisa inexplicável, sabem?
Nossos planos, meu e do meu filho, era de ir ao Rock in Rio justamente no dia do show desta banda, mas, coincidiu com o calendário de provas dele, paciência, né? Mas ainda vamos em, pelo menos, um show de rock este ano, é questão de honra pra mim !!!
Uma coisa que eu acho engraçada é que nós, fãs de rock, ficamos zoando os adeptos de outras modalidades musicais, achando-as bregas por falarem de amor, etc e tal, mas, hoje, eu resolvi pesquisar a tradução da minha música favorita do Metallica, “Nothing Else Matters”, e, adivinha do que ela fala? Vejam por vocês mesmos:
James, dono de voz e personalidades marcantes

Nothing Else Matters
Nada mais importa
Tão perto, não importa quão longe
Não poderia ser muito mais vindo do coração,
Sempre confiando em quem nós somos
E nada mais importa
Nunca me abri desse jeito,
As vidas são nossas nós vivemos do nosso jeito,
Todas essas palavras eu não apenas digo
E nada mais importa
Confiança eu procuro e acho em você
Todos os dias para nós algo novo
Mente aberta para uma nova visão
E nada mais importa
Nunca me importei pelo o que eles fazem
Nunca me importei pelo o que eles sabem
Mas eu sei
Tão perto, não importa quão longe
Não poderia ser muito mas vindo do coração,
Sempre confiando em quem nós somos
E nada mais importa
Nunca me importei pelo o que eles fazem
Nunca me importei pelo o que eles sabem
Mas eu sei
Nunca me abri desse jeito,
As vidas são nossas nós vivemos do nosso jeito,
Todas essas palavras eu não apenas digo
E nada mais importa
Confiança eu procuro e acho em você
Todos os dias para nós algo novo
Mente aberta para uma nova visão
E nada mais importa
Nunca me importei pelo o que eles dizem
Nunca me importei pelos jogos que eles jogam
Eu nunca me importei pelo o que eles fazem
Eu nunca me importei pelo o que eles sabem
E eu sei...!Yeah!!!
Tão perto, não importa quão longe
Não poderia ser muito mais vindo do coração,
Sempre confiando em quem nós somos
E nada mais importa

Existe uma corrente de fãs que afirmam que esta música foi composta quando o avô de James faleceu, e, esta teria sido sua última frase: "Nada mais importa...". Já existe uma outra corrente de fãs que dizem ter sido sua composição para uma namorada que tinha na época. Mas, seja lá qual for a corrente dominante, o motivo é o mesmo: o amor, e, por ele, nada mais importa.

Por tudo isso, este post é em homenagem a você meu filhão, por quem nada mais importa neste mundo.
Mas sem esquecer uma coisa: é rock & roll na veia !!!


Mauro, na Galeria do Rock, em SP


terça-feira, 19 de abril de 2011

Estagiários...


Responda-me quem estiver lendo agora: _ quem nunca teve, ou, foi um estagiário na sua vida profissional?
Sim, estou falando deste ser que cursa faculdade, ou até curso técnico, que chega no seu trabalho com uma cartinha de apresentação, um belo sorriso no rosto e muita disposição “para aprender e fazer o melhor possível pelo desenvolvimento do setor (ou departamento) da melhor maneira possível, empreendendo todos os esforços necessários para tal”. Sim, é desta pessoa que estou falando.
Vou me dar ao luxo de incluir nesta categoria os menores-aprendizes, que participam do meu cotidiano profissional tanto quanto os estagiários. Portanto, toda vez que eu disser/ escrever “estagiário”, os menores aprendizes estão incluídos, ok?
Pude perceber que eles, os estagiários, se classificam em diversos tipos. Apesar de pouco tempo em de coordenação de equipe, cerca de dois anos e meio, pude catalogar e diferenciar os vários tipos que já passaram por mim. Vejamos então, lembrando que trabalho na área jurídica, e, vou me arremeter ao meu campo, mas, fiquem livres para fazer suas adaptações, cada um à sua área.
Tem o estagiário “certinho”, aquele que no primeiro dia já chega ao início do horário do expediente, pronto para trabalhar, de roupa social, pastinha de baixo do braço, cabelo penteado (normalmente engomado) e com vários  artigos sobre o assunto na ponta da língua... que medo !
O estagiário “puxa-saco” pode ser facilmente confundido com o tipo acima descrito, mas, cuidado, apesar das aparências, essa espécie é do tipo falso. Daqueles que quando você chama a atenção por algum erro, ele diz “muito obrigado, isso só vai aumentar meu conhecimento”, mas com um sorriso amarelo que quer dizer “seu FDP, ainda pego seu lugar!”.  
Já o tipo “distraído” é aquele que você gasta sua saliva por cerca de meia hora explicando a fundamentação legal de um procedimento quando, de repente, ele pergunta: “Será que vai chover?”. Este aí dá um trabalho danado porque costuma ser uma pessoa boa praça, daqueles que não fazem mal a ninguém, aí dá uma peninha de chamar a atenção.
Mas, todo cuidado é pouco, porque, o tipo acima pode virar um “enrolado”. É, de tanto você deixar pra lá os errinhos da pessoa ela vai se acostumando e acaba ficando um tremendo “171”, que vai “no vácuo” de algum colega, ou, se não tiver colega, faz aquela carinha de bonzinho na hora em que você for chamar a atenção, para, mais uma vez, deixar para lá.
O estagiário do tipo “dedicado” é uma espécie dificílima de encontrar no mercado. É aquele que está ali realmente querendo aprender alguma coisa, pesquisa suas dúvidas e já chega com respostas prontas. Discute os erros quando é chamado a atenção, se for pra defender um ponto de vista, e, acaba virando um parceiro no trabalho.
O problema se você não souber manter a distância exata é que ele pode virar um monstro, o tipo “vaidoso”. Você foi demonstrando tanta admiração e dando tanta credibilidade que ele foi crescendo, tomando espaço e o controle da situação foi perdido. Ele passa a te “avisar” em vez de “pedir”, e, costuma se passar por você na sua falta.
Vou encerrar com o tipo “atrapalhado”, que é aquele que você manda tirar cópia de um processo e no meio do caminho ele tropeça misturando as páginas. Ele troca nomes de clientes e empresas na hora de atender, acha que sabe do caso e acaba fazendo uma confusão danada. Ele tropeça no fio do seu estabilizador e desliga o seu PC na hora em que você está terminando de digitar um documento importante que esqueceu de salvar.
Enfim, eu poderia ficar aqui horas, ou linhas, a fio falando sobre os estagiários, mas não é essa a intenção, senão fica muito chato. A idéia deste texto me bateu hoje, do nada, na sala de espera do médico, enquanto eu pensava: ”nossa, em dois anos e meio já passaram tantos estagiários por mim e a maioria eu nem sequer sei por ande anda... vou escrever sobre isso”, simples assim.
Eu não quis escrever sobre os meus estagiários especificamente porque juízo de valor é uma coisa muito pessoal, e, algo que pra mim pode soar como uma brincadeira pode ofender a outra parte.
O importante é que também fui uma estagiária, talvez a “atrapalhada” (me lembro que já quebrei um telefone do meu chefe e já derrubei uma caixa de mil clipes no chão da sala dele também), mas, aprendi muito como profissional e como pessoa porque meu chefe sempre me cobrou que eu fizesse o que era da minha profissão, nada de se aproveitar pra pedir cafezinho, água, etc.
 No meu pouco tempo como “chefe”, tenho como regra que um estagiário não vai exercer nenhuma função que não seja atribuída à sua carreira, e, sempre que um novato senta-se à minha frente com sua carta de apresentação tremendo nas mãos eu digo “eu não faço questão de mais nada além de que você saia daqui dizendo que aprendeu alguma coisa”.
Mil beijos e abraços a todos os meus ex-estagiários e menores aprendizes, espero ter feito alguma diferença na vida de vocês.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Desrespeito? Jamais !!!


Quando eu era uma menininha, faz pouco tempo... rs rs rs, minha mãe dizia que ser mulher era mais difícil porque o mundo era machista e que nós, mulheres, tínhamos que nos resguardar para se valorizar, etc, enfim, conselhos de mãe mesmo.
O tempo foi passando, veio a Constituição de 1988 igualando homens e mulheres em direitos e obrigações, depois veio o Código Civil de 2002 realizou o mesmo feito, o Código Penal excluiu crimes que tratavam as mulheres com inferioridade em 2006.
A Lei Maria da Penha veio com tudo para reprimir todo o tipo de crime praticado contra as mulheres, sejam eles físicos, psicológicos, morais ou patrimoniais. Eu sou coordenadora de um seminário sobre o assunto há três anos, e, a cada ano cresce o número de mulheres querendo saber dos seus direitos e como exercê-los, o que me deixa muito feliz.
Mas, passei por uma situação que me levou a pensar: de que adiantaram tantas evoluções legislativas se os homens não se interessam em se inteirar do assunto e saber de uma vez por todas que toda  mulher merece respeito ?
O que leva um homem a sentar numa mesa de bar, lotado, e, falar desrespeitosamente de uma mulher que ele diz “estar a fim”, usando palavreados chulos, que não tenho coragem de repetir aqui no texto, e, dizer que “fica com ela a hora que quiser” ?
Esqueci de dizer que tal mulher sequer tem amizade com o fulano, e, tem conhecimentos apenas profissionais e cumprimentos cordiais de “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”. Também me esqueci de dizer que o fulano disse isso na presença de amigos pessoais da mulher, que, por bom senso, lhe contaram o ocorrido, porque, caso contrário, o FDP ia continuar fazendo a mesma coisa por aí.
Como deixei claro no quarto parágrafo, a mulher da situação era eu, mas, não vou identificar mais ninguém por motivos óbvios (leiam-se legais). A vontade que eu tive foi de pegar o fulano e torcer o pescocinho dele, mas, mantive a cabeça no lugar (nem sei como) e o chamei, sem que ele soubesse que era eu, para uma conversa pessoal.
Falei em tom baixo, mas firme, sobre o que ocorreu, enfatizando que foi na presença de amigos pessoais meus, repetindo todas as palavras que ele disse, sem dar chance de negação do fato. Em seguida, expliquei que o que ele fez está tipificado como crime no artigo 139 do Código Penal Brasileiro, e se chama Difamação, e, que eu poderia tomar as providências legais cabíveis ao caso, mas, que levando em consideração a sua condição de vida difícil e que tinha filhos para terminar de criar, eu não faria nada.
É claro que o dito cujo abaixou a cabeça, fazendo cara de cachorro que caiu do caminhão da mudança, e disse que o problema é que ele bebeu demais e se iludiu a meu respeito, achando que eu realmente estava olhando pra ele, pois se esqueceu que estava na mesa embaixo da TV do bar. Depois de dar mil e umas desculpas machistas e idiotas, me perguntou o que poderia fazer para compensar o mal que me causou, pois agora, em sã consciência, tinha certeza de que estava errado e queria se desculpar.
Eu respondi que o que ele poderia fazer por mim era nunca mais tocar no meu nome e nem falar daquela maneira de mulher nenhuma, porque toda mulher merece ser respeitada.
Estou escrevendo este texto em tom de desabafo porque gostaria que ele atingisse o máximo de mulheres possíveis, para que nenhuma se cale diante de uma situação de desrespeito com a que eu passei. Não é preciso fazer um barraco, a lei está do nosso lado, nos fornecendo instrumentos para nos defender e fazer engraçadinhos como este a aprender respeitar uma mulher !

terça-feira, 29 de março de 2011

Desabafo de uma mulher ocupada


De manhã. Sair às 07:00, abrir o PROCON, instaurar sete processos administrativos, que dependem de um sistema, que por sua vez dependem de uma internet  à lenha, fazer dois ofícios, isso é com o pé nas costas já que não depende do sistema, e, realizar uma conciliação, que também depende daquele sistema que depende da internet à lenha.
Sair pra almoçar às 11:30h porque ninguém é de ferro...
Em casa, durante o almoço. Meu filho me lembra que eu ainda não comprei o presente do pai dele que faz aniversário hoje. A secretária da minha médica liga dizendo pra eu ir buscar receita rápido pq vai ter uma alta nos medicamentos. Minha cabeleireira liga dizendo que só pode cortar e pintar meu cabelo se eu chegar lá até 17:15h porque hoje é dia de "Benção" na igreja.
Depois do almoço, 12:20h. Desço o morro correndo, a pé, depois de receber todos os avisos acima mencionados. Passo no consultório da minah médica, na Fernão Dias, pego receita e vou na farmácia que dá melhor desconto  à vista porque remédio tá muito caro. No caminho lembrei que não comprei a tinta pro cabelo, entro na primeira perfumaria que vejo e compro o “castanho-claro”. Parei na loja de roupas e escolhi uma camisa linda porque o filhão disse que este ano não daria desodorante da Natura de presente ao pai (qual o problema, eu gosto).
Tarde, 13:05h, cheguei no PROCON, com todas as tarefas do parágrafo anterior concluídas. Fila enorme na porta. Minha colega (meu braço direito) está consultando em BH, isso significa que estou sozinha com as meninas. A estagiária é novata e faz muitas perguntas, a contínua também é novata e faz muitas perguntas,e, salientando que, às vezes, as duas fazem ao mesmo tempo. Mas, quero deixar bem claro que elas não têm culpa, se não perguntarem não irão aprender, afinal, foi assim que eu comecei.
Ainda são 15:47h e eu tenho que autuar os sete processos administrativos que instaurei de manhã, ou seja, numerar e rubricar todas as páginas, além de furar e colocar nas capas devidas, enquanto respondo às perguntas da estagiária e da conínua, além de atender alguns consumidores mais "difíceis". Isso tudo terei que fazer correndo porque minha cabeleireira disse que só me atende se eu chegar lá até as 17:15h, lembra?
Aí, se depois disso tudo, lá pelas 19:00h, eu sento lá no Bar do Joãozinho pra tomar uma geladinha, e passa alguém conhecido, vai logo gritando: _ Oh vida boa hein...
Fala a verdade, dá vontade de mandar pra onde?